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Universalização de água e Energia Solar

  • 10 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de nov. de 2025

Tecnologia em Estação de Tratamento de Água e Efluente para Indústrias


Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Esgoto movidas a Energia Solar Fotovoltaica


As Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Esgoto são sistemas que recebem as cargas poluentes de processos industriais e/ou de cidades e devolvem o efluente tratado para um fim diferente, seja para natureza ou para a reutilização.


A incorporação de sistemas de geração solar fotovoltaica tem se tornado uma solução estratégica para tornar esses processos mais eficientes, sustentáveis e economicamente viáveis.


O setor de saneamento é intensivo em energia. Motores, bombas, sopradores, sistemas de aeração, painéis de controle e processos automatizados operam de forma contínua. Em algumas unidades, o consumo elétrico representa até 30% do custo operacional.


Objetivos

  • reduzir custos operacionais;

  • elevar o grau de sustentabilidade corporativa (ESG);

  • diminuir emissões de CO₂.


Benefícios do Uso da Energia Solar Fotovoltaica no Saneamento


Redução de custos operacionais

O sistema fotovoltaico gera energia própria durante pelo menos 25 anos. A economia na fatura pode superar 90% dependendo do modelo de compensação de energia e do porte do sistema.


Baixo impacto ambiental

A geração solar não emite poluentes e contribui para metas ambientais e relatórios ESG, trazendo ganho reputacional a operadores públicos e privados.


Aplicação em áreas remotas

Para comunidades ribeirinhas, aldeias, distritos isolados e pequenas plantas de tratamento, a energia solar pode ser a única fonte viável de abastecimento elétrico.

Componentes de um Sistema Solar Aplicado ao Tratamento


Módulos Fotovoltaicos

Captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica. Devem ser instalados em estruturas metálicas ou de alumínio, fixas ou articuladas.


Inversores

Transformam a energia CC (corrente contínua) dos módulos em energia CA (corrente alternada) compatível com os equipamentos da ETA/ETE.


Controladores de carga e baterias (quando necessário)

Para sistemas isolados ou híbridos, garantem a disponibilidade elétrica mesmo à noite. Baterias de lítio são recomendadas pela durabilidade e estabilidade.


Quadros elétricos, proteções e integração SCADA

A integração com automação permite monitorar geração, consumo, tensão e desempenho da planta.



Aplicações nas Diferentes Etapas do Tratamento


ETAs – Estações de Tratamento de Água

A energia solar alimenta:

  • bombas de captação;

  • agitadores e misturadores;

  • sistemas de filtração;

  • dosadores de produtos químicos;

  • iluminação e automação.



ETEs – Estações de Tratamento de Esgoto

A parte mais intensiva é a aeração, utilizada em processos lodos ativados, UASB+decanto, MBBR, entre outros. A energia solar reduz impactos financeiros significativos.


Tratamento de efluentes industriais

Setores como mineração, alimentos, papel e celulose, petroquímica e farmacêutica se beneficiam de geração própria, garantindo continuidade mesmo em regiões com quedas de energia recorrentes.



Modelos de Implementação


Geração Distribuída (conectada à rede)

Modelo mais comum. A planta injeta excedentes na rede e compensa créditos.


Usinas solares dedicadas (UFV offsite)

A energia é gerada em outra localidade e compensada via GD remota ou autoconsumo remoto — muito útil para empresas com múltiplas unidades.


Sistemas isolados (off-grid)

Projetados para regiões sem acesso à rede, dependem de banco de baterias para funcionamento continuo.



Desafios e Pontos de Atenção

  • dimensionamento correto frente ao perfil de carga da estação;

  • necessidade de áreas disponíveis para painéis (solo, telhado, flutuante);

  • variação da irradiação conforme clima local;

  • integração com sistemas de automação existentes;

  • manutenção preventiva.



Case típicos de aplicação (cenários usuais)

  • ETAs municipais de pequeno porte reduzindo em até 70% os custos de bombeamento.

  • ETEs de médio porte utilizando energia solar para manter aeração contínua.

  • Indústrias adotando UFV remota para cumprir requisitos ESG e reduzir consumo de ponta.

  • Comunidades isoladas recebendo estações compactas alimentadas 100% por energia solar.



Conclusão

A adoção de energia solar fotovoltaica em sistemas de tratamento de água, esgoto e efluentes representa um avanço significativo para o saneamento básico e para a indústria brasileira. Além de reduzir custos e ampliar a resiliência energética, fortalece compromissos ambientais, posicionando empresas e governos em direção a uma operação mais verde, eficiente e sustentável. É uma solução madura, financeiramente viável e alinhada ao futuro da infraestrutura hídrica no país.






 
 
 

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